Terça-feira, Dezembro 8

Pensamento

Ao som de Heartbreak Warfare, de John Mayer

A gente não é feito pra ficar sozinho.
E eu sou gente.

Esqueci-me disso por um tempo,
Mas agora mudei meu pensamento.

As vezes lembro,
Sinto falta,
De alguém que ainda nem conheço.

Sexta-feira, Dezembro 4

Friday Music

Quando eu, por acaso, encontrei esse clipe na internet, amoleci. Porque a música é linda e o clipe é lindo, tem essa coisa de cidade, a noite e gente se movimentando como raios, coisa que me fascina e não lembro de ter visto em outro clipe.




Definitivamente, é uma musica cheio de significados pra mim.

Quarta-feira, Dezembro 2

Ricardo.

Ao som de Mary's in India, de Dido

Alguns anos atrás eu fiquei com um cara e ele tinha um amigo, o Ricardo. Assim como eu, Ricardo também morava no interior do Paraná, mas em outra cidade, do outro lado do estado e mais perto de Curitiba. Logo, eu e Ricardo também ficamos amigos e por idas e vindas, meu ficante entrou numa tremenda crise pessoal e sumiu. Ricardo permaneceu.

Foram alguns anos de conversa no MSN, ao telefone, no Skype... nos tornamos ótimos amigos. Eu costumava dizer que ele, virtualmente, era mais amigo meu do que a maioria dos "presenciais". Nos falávamos todos os dias, incondicionalmente e com o tempo fomos conhecendo muitas histórias um do outro e aumentando o grau de amizade. Ricardo se tornou meu melhor amigo.

O tempo passou e Ricardo descobriu um rapaz na internet, que morava no Rio de Janeiro. Num fim de ano Ricardo foi conhecer o rapaz pessoalmente e se apaixonou. Pelo rapaz e pelo Rio. Tanto que passou quase 2 meses lá, até desfilou em escola de samba no carnaval e voltou só no início de março. E todo esse tempo fora, não troquei uma palavra com Ricardo. Foi numa epoca bem agitada pra mim, eu tava pra me formar na universidade, tava metido num relacionamento turbulento e tava prestes a sair de casa. Naquelas horas de angústia e medo, era Ricardo e todo o seu jeito aquariano-zen-equilibrado de ser, que vinham me acalmar. Mas cadê Ricardo ? Nas más horas, o sumiço dele só me ajudava a ficar ainda pior.

Quando Ricardo reapareceu, o céu ja tinha se aberto pra mim e a vida tava caminhando. Foi demorado contar toda a história, a minha pra ele e a dele pra mim. Mas nossa amizade não foi mais a mesma. Eu contava as coisas que tinham acontecido e intercalava frases assim "... mas você não apareceu mais no MSN pra eu te perguntar", "... porque aquele dia eu te mandei uma SMS e você não respondeu." e ele viu que eu havia ficado chateado. Veja bem, "havia", á aquela altura já nem estava mais. Ricardo se sentiu mal e prometer não fazer mais aquilo. Voltou tudo ao normal.

Ricardo era um amigo que, mesmo morando em outra cidade tinha atitudes de amigo local, tipo, me apresentar amigos dele. Virtualmente. Certa vez eu não estava num bom dia, irritadiço com alguma coisa, lá veio Ricardo pedindo pra eu adicionar mais alguém. Nesse dia lhe disse na lata, que não! eu estava farto de pessoas estranhas e remotas na minha vida. Ele não se ofendeu e ainda respondeu "Ok, acho que você não ia curtir ele mesmo.". Seguido de um "Você não tá legal hoje né?". E lá ia eu, contar minhas mágoas pra ele.

Todo meu processo de mudança pra São Paulo, Ricardo acompanhou de perto. Ele foi o unico que soube de tudo, desde a primeira vez que pronunciei a frase "tenho planos de ir embora daqui.". Ele foi a primeira pessoa que eu avisei quando me aprovaram na entrevista de emprego que selou a minha mudança. Por ironia do destino, Ricardo estava namorando um rapaz de São Paulo e numa de suas visitas ao namorado, finalmente nos encontramos os 3 e conheci meu grande amigo de perto.

Pouco tempo depois, quando o namorado dele começou a faltar ao trabalho porque "não tinha condições psicológicas de viver pensando que seu amor estava em outro estado", Ricardo viu que tinha algo de errado. Acabou terminando com o rapaz que inconsolado, correu para pedir ajuda á mim, como uma forma de chegar até Ricardo, que já nem atendia mais suas ligações. Segurei as pontas para Ricardo e aguentei o rapaz. Isso durou um tempo, até que eu me cansei e mandei ele se catar e parar de chorar da vida. Ele se catou, parou de chorar e nos tornamos ótimos amigos. Quando me dei conta, Ricardo tinha sumido de novo.

Meses depois, encontrei Ricardo online no MSN, coisa que havia se tornado rara. Me despi das cobranças e enxeção-de-saco e só perguntei como ele tava. Me disse que tava namorando de novo, um cara 20 anos mais velho que ele. Ricardo é lindo, com um namorado feio de doer. E estava infeliz, não só com o namorado, mas com um monte de coisa.

Acabei percebendo que me tornei uma influência má para Ricardo. Ele me dizia coisas do tipo "olha você onde chegou e eu aqui, nessa mesmice de vida.", "meus dias tem sido tão longos", "muita gente sumiu, já nao era como antes", "ando sem paciência pra tudo.". Ricardo tinha o péssimo hábito de medir o progresso da sua vida, pelo da vida dos outros. E não deu outra, ele mirou em mim. Ricardo se tornou amargo, falava pouco, e novamente desapareceu.

Semana passada surgiu do nada no MSN e disse que iria num curso em Campinas e passaria aqui pra me ver. Fiquei muito feliz com a notícia. Sábado, mandei mensagens em seu celular, perguntando hora e local e não tive nenhuma resposta. Domingo á noite, recebi um retorno dizendo apenas "Desculpe, estou embarcando agora no Tietê.". Acabou a felicidade.

Naquela noite, quando fui dormir, fiquei pensando no que se tornou Ricardo. Em meio á lembranças, pensamentos e recordaçoes, bateu uma tristeza muito grande. Uma tristeza daquelas que dá quando você vê uma pessoa querida sumindo da sua vida. E lá se foi Ricardo em seu ônibus, desapareceu pela estrada, se esquecendo que deixou aqui um grande amigo.

Quinta-feira, Novembro 26

Um Homem Precisa Viajar

Ao som de I'm All Over It, de Jamie Cullum

Há algumas semanas, estou lendo o livro Laowai - Histórias de Uma Repórter Brasileira na China, da Sônia Bridi, correspondente internacional da Globo. No livro, ela conta sobre os 2 anos (2005/2006) que morou - com marido e filhos - na China para fazer cobertura jornalística. Eu não sou jornalista, nem nada parecido com isso, mas tenho um gosto especial por estes livros-documentário.

Mas não é a toa que estou lendo este livro. Tenho me interessado muito por assuntos relacionados á viagens. Tem sido um pensamento recorrente que eu não consigo ignorar e constantemente tenho rascunhado planos pra isso. Viagens. Já tracei um objetivo: Uma viagem internacional até os 25 anos [se você já pensou na China, esquece]. Garanto que ainda voltarei aqui pra escrever sobre essa viagem.

Por hora, tem o Rio no fim do ano, quando minha família se mudar. Eu, como bom piá que sou, aprecio o frio gostoso e charmoso do Sul e no alto dos meus 22 anos, só fui 1 vez á praia - e choveu todos os dias que estive lá. - Então, digamos assim que eu não tenho uma boa experiência de praia e nunca tive muita ansiedade de frequentar praia. Ainda mais que, na região Sul, ir á praia geralmente é algo planejado durante o ano para se fazer nas férias, passar dias, semanas, até cansar e querer voltar correndo pra casa - totalmente o inverso dos paulistanos, que vão á praia como quem vai á padaria. Mas, voltando ao Rio... considerando toda a situação, quem sabe eu não mude meu conceito né? Experimentar "coisas novas" é o que há.

Outra coisa recorrente é como fico até desconfiado de como estou bem estando solteiro, fazendo planos de gente solteira e totalmente despreocupado com isso. Só desejando que tudo dê certo =)

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias,imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver." - Amyr Klink

Terça-feira, Novembro 24

On the Floor

Ao som de Shake It Off, de Mariah Carey

Feriado de sexta-feira e 2 lições aprendidas: Primeira, Quentin Tarantino realmente é "o cara" dos filmes. Bastardos Inglórios foi ótimo e fez todo mundo sentir uma pontinha de dó dos alemães. Segunda, um conselho: não coma comida japonesa em shopping.

Saindo do cinema, falando com um amigo ao telefone, o sentimento era o mesmo: aquela noite tinha que ter diversão. Um dos amigos iria levar uma amiga para conhecer a Bubu e combinamos de ir pra lá. Seríamos em 4 caras e ela. Chegando lá, o amigo chegou sozinho "Não deixaram ela vir". Fila grande na porta, mas rápida. Poucos minutos e já estávamos lá dentro - com as mãos ocupadas com alguma bebida.

Chegamos cedo. Estavam todos no lounge, esperando as pistas abrirem. Aquele clima de observação geral. Os olhares se lançando uns sobre os outros, sorrisos discretos, outros nem tanto, gente séria, gente extrovertida, gente bonita, gente escandadosa e gente sozinha também. Todos bebemos, dançamos, paqueramos, rimos... a noite foi realmente do jeito que queríamos: divertida.

Pouco depois das 4 da manhã, fui com um dos amigos para uma Cafeteria e os outros 2 foram embora. Não sei se é sorte ou coincidência eu ter amigos que não são de "extravazar". Minhas experiências de extravagância não foram nada construtivas, bem... na verdade foram, me fizeram conhecer alguns limites e saber quando eu posso ultrapassá-los. Mas como continuo numa vibe "equilíbrio", não ando nem um pouco empolgado e tentado á me acabar por aí. Já sei o quanto vale uma boa noite de sono.

It's like that... eu tô bem e tô na pista =)

P.s: Goiano que dizia isso. Cadê ele?